Uma criança
acusou um colega, de sete anos, de lhe ter roubado cinco dólares que caíram ao
chão.
Os dois
meninos envolveram-se numa luta no pátio da escola.
A polícia
foi chamada. Algemou a criança e levou-a para a esquadra.
Durante
cinco longas horas, a polícia submeteu o menino a um intenso interrogatório,
tratando-o como um qualquer suspeito, mas não lhe conseguiu arrancar uma
confissão.
O ministro
das Finanças japonês surpreendeu esta semana com uma declaração sobre o direito
à morte dos doentes idosos.
Surpreender
não é bem o termo, tendo em conta que Taro Aso há anos vem assombrando o Japão
com a sua conduta imprópria para um homem de Estado.
Em Dezembro
de 2011, o semanário português Sol noticiava, em parangonas, ter descoberto a
identidade do estripador de Lisboa, o homem responsável pela morte de três
prostitutas, nos anos de 1992 e 1993.
Caro senhor, permita que me dirija a si
nestes termos, mas de tanto ver os seus filmes sinto-me familiarizada consigo.
Hesitei na saudação, sabe? A sua última
decisão deixou-me de boca aberta. Não a compreendi. Ainda pensei que se tratasse
de golpe publicitário, marketing para um novo filme. Vasculhei, andei à procura
em revistas da especialidade, mas não encontrei nada que me remetesse para uma
acção cinematográfica, passada na Rússia e que o tivesse como protagonista.
Uma cultura condescendente
com os agressores e que coloca o ónus na vítima é uma cultura que perpetua e
gera violência.
Em 1970,
Rodriguez lançou nos Estados Unidos da América o primeiro de dois álbuns, numa
carreira que parecia promissora, mas que foi abruptamente interrompida. Os dois
discos que o jovem, filho de pais mexicanos, gravou nos EUA atravessaram o Atlântico
e, na África do Sul, tornaram-se emblemas de uma geração que lutava contra a
segregação racial.
Podem ficar
descansados. O mundo não acaba hoje, dia 21 de Dezembro, como apregoam alguns
dos intérpretes das profecias maias. Quem o garante é o Presidente da Rússia e
se ele o afirma não há por que duvidar.
O mundo viveu esta semana um
acontecimento que só se repete daqui a 89 anos. Na quarta-feira atingiu-se a
última data do século com três números iguais (dia, mês e ano), num alinhamento
(12-12-12), que só se repete no dia 1 de Janeiro de 2101 (01-01-01). A nove
dias do fim do ciclo profetizado pelo calendário Maia, que começou há 5.125
anos e que termina a 21 de Dezembro, este alinhamento provocou calafrios nos
mais catastrofistas. A aproximação à Terra do asteroide Tutatis, na
quarta-feira, acentuou os temores dos que alinham pelo presságio. Mas não houve
registo de acidentes. O Tutatis, que visita a Terra de quatro em quatro anos,
ficou a uma distância maior do, em 2004, quando esteve tão perto que foi
possível vê-lo com pequenos telescópicos.
Em 1980, uma
garrafa de Coca-Cola atirada de um avião dava início a uma odisseia envolvendo
o pequeno Xixo, um bosquímano do Kalahari, protagonizado por Nixau, um
fazendeiro do Botswana que correu seca e meca para devolver o objecto à
procedência.
A Arábia
Saudita, um dos países mais restritivos do mundo, não pára de impressionar.
Não bastava
ser o único território do mundo onde as mulheres são proibidas de conduzir, é agora
o único Estado que monitoriza electronicamente as suas movimentações e que
planeia a construção de cidades industriais exclusivamente femininas.
"As pessoas
não ignoram os que morrem de fome, então, porque é que nós iríamos ignorar os
que morrem de frio?”
O apelo do
rapper Breezy V foi lançado e, em pouco tempo, a campanha para comprar
aquecedores para as crianças da Noruega tornou-se um sucesso no Youtube,
alcançando meio milhar de visualizações em cinco dias.
Parece uma
paródia, e é. Mas com um propósito.
Há duas
lições a reter do caso Petraeus.
Os
americanos levam muito a sério os escândalos sexuais, ao contrário do que
tentaram fazer crer os franceses quando induziram a tese de que a detenção de
Strauss Kahn era resultado de uma conspiração contra o ex-director do FMI - que
o diga Bill Clinton, que esteve quase a perder o mandato de Presidente por se
ter envolvido com uma estagiária da Casa Branca.
E em matéria
de alcova há que manter a distância necessária para não transvasar para o leito
informações de Estado e não quebrar o sigilo profissional, essencial nalguns
cargos.
É um dos
grandes sucessos de momento. O trote a cavalo do cantor sul-coreano Park
Jae-Sang, que se apresenta com a forma simplificada PSY, está por todo o lado. E
já faz lembrar outro fenómeno que fez girar pelo planeta o tema «Ai se eu te
pego», desde que Cristiano Ronaldo resolveu festejar um golo com a coreografia
da música que o brasileiro Télo tornou famosa.
Há alguns
anos que o Brasil nos habituou a ver campanhas eleitorais absurdas, com
candidatos bizarros a apregoar promessas desprovidas de sentido político e
centradas no deboche.
Nas últimas
eleições autárquicas lá vimos, uma vez mais, desfilar pelos tempos de antena
candidatos improváveis, como Wolverine (figura da banda desenhada), Pirulito do
Amor, Cobra Choca e Chupa Cabra.
O brasileiro
Gilberto Araújo teve conhecimento da sua morte um dia antes do funeral. Um
conhecido abordou-o na rua, dizendo-lhe que a sua família estava prestes a
sepultá-lo. Em Alagoinhas, perto de Salvador, o velório já ia longo, com
familiares e amigos a velarem o corpo inerte no caixão.
Em 2006, o Comité Norueguês
atribuiu o Prémio Nobel da Paz, em partes iguais, a Muhammad Yunus e ao banco
Grammen, do Bangladesh, pelos “seus esforços em criar desenvolvimento económico
a partir da base” da sociedade, ou seja, dos mais pobres.
Nem de
propósito. Escrevi há uma semana que há um despeito pela condição feminina, que
leva a que em muitos países a violação seja vista como um crime menor. E que o
acto até possa ser caricaturado e alvo de piada, como fez na segunda-feira um
alto dirigente de um organismo espanhol.
No início de
Setembro, uma mulher estava com o noivo dentro de um carro, numa das ruas de
Tunes, capital da Tunísia, quando foram surpreendidos por três polícias. O
rapaz foi algemado, a rapariga violada.
A
sétima arte anda em bolandas no último mês, desde que «A Inocência dos
Muçulmanos» começou a circular na internet, desencadeando a ira dos fiéis do
profeta Maomé.
Aquele
que é, seguramente, um dos piores filmes de que há memória, mas que acabou por
ser um dos mais famosos do mundo, está também a provocar danos no seio da
indústria cinematográfica.
A escritora
Maria Teresa Horta recusou receber das mãos do primeiro-ministro português,
Pedro Passos Coelho, o prémio D. Dinis que lhe foi atribuído pelo seu romance
«As Luzes de Leonor.
A cerimónia
de entrega do prémio estava marcada para hoje, sexta-feira, mas acabou por ser anulada,
após a autora ter informado a Fundação Casa de Mateus da sua decisão, tomada
dias depois de manifestações que juntaram em várias cidades do país mais de um
milhão de portugueses.